Crochê

Bolsa Pixel em Zig Zag

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Processo - Como é que vou fazer isto?

Esta foi uma bolsa feita por encomenda e para alguém especial. Alguém que me disse "Faz um padrão ao teu gosto, desenhado por ti do zero.". É claro que isso é completamente impossível, porque com certeza há mais gente pelo mundo fora a trazer este tipo de técnica. Aliás, tenho colchas e mantas feitas pelas minhas bisavós que foram feitas com esta técnica.

Ainda assim, queria fazer algo rápido (porque me deram um prazo um pouco apertado) e queria ter um padrão a que não tivesse de recorrer a livros nem a tutoriais; só eu, um lápis e papel. Foi aí que me lembrei do Sketchbook da Molla Mills - irei dedicar um post só para este caderninho, fiquem atentas-.
Já há algum tempo que andava de olhos postos nele, depositando-lhe a esperança de que fosse uma boa bitola para entender a lógica da contagem dos pontos. Acreditem que não se acerta à primeira!

 À venda na   wook.pt

À venda na wook.pt

E como estava a dize anteriormente, eu finalmente passei a dar o devido valor às amostras (sample squares), porque é com este quadradinho de padrão que vamos ter a verdadeira noção das dimensões finais do trabalho, se a linha e/ou agulha foram bem escolhidas e também com quantas correntes precisamos de começar.
Como uma boa "virginiana" que sou, tenho a mania do perfeccionismo e como tal, sou capaz de contar pontos duas e três vezes seguidas até acertar. Da mesma forma que, se detectar uma falha num ponto, sou menina para desmanchar o trabalho até a esse ponto, só para que tudo fique na perfeição. (Foi assim que a minha avó me ensinou. A ter muita paciência e fazer as coisas bem feitas!)

Amostras ou Square Samples - um recurso essencial

Com o devido uso do sketchbook, desenhei um ziguezague no quadriculado das páginas e fiz as contas todas que precisava. Fiz a primeira volta e tudo parecia bem, por isso, continuei até obter este resultado.

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Uma amostra também é o nosso melhor guia para quando se vai tirando notas para o esquema à medida que se vai trabalhando. Só com este pedacinho obtemos as seguintes informações:
   . de quantas correntes precisamos para iniciar o trabalho
   . quantas filas vamos ter para cada ziguezague
   . contagem de quadrados vazios e cheios ao longo do trabalho
   . extipular uma medida final

E andei eu a ignorar as square samples este tempo todo!
Já me passou pela cabeça uma ideia para ter uma colecção engraçada de samples, inspirada no projecto de Crochet Along -CAL- onde fiz uma manta pela primeira vez, cujo objectivo era aprender vários tipos de pontos por cada tira que ia fazendo. (Também um assunto para um post futuro).

E sem mais demoras aqui vão as fotos do resultado final!

O Produto acabado com sucesso! 

Mais um para o portfólio. Espero que gostem!

O que me levou de volta ao blog

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Um blog requer manutenção regular e inspiração para que se tenha constantemente conteúdo rico para partilhar com quem gosta de nos visitar ou para quem nos acabou de descobrir.
Tal como tantos outros bloggers já o confirmaram, blogar requer tempo e acima de tudo vontade. Não basta simplesmente despejar um assunto qualquer, e mesmo que assim seja, tem de haver organização.

Uma das novas estratégias que decidi aplicar foi limpar o meu Feedly (uma óptima app de rss feed desde que a Google acabou com o Google Reader) e estruturar as categorias dos blogues que sigo, e voltar a dedicar mais tempo a ler posts de bloggers com que me identifico em vez de ficar a passar o dedo para cima no iPhone no Instagram e a perder tempo a somente a admirar o trabalho dos outros quando a minha vontade é de ter o meu próprio blogue e partilhar o que me der na real gana.

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No início achava que deveria focar-me apenas no crochê, depois achei que só isso não chegava porque os trabalhos de crochê tendem a ser morosos até chegar ao produto final e até lá caía no erro de o deixar sem novidades por longos períodos de tempo. Assim sendo, decidi acrescentar mais assuntos à coisa como culinária, fotografia entre outros e um pouco sobre a minha vida pessoal.
Mas tal como acontece com outras pessoas, passado um tempo achei que me estava a dispersar, não estava a criar alguma espécie de fio condutor entre os vários assuntos que gostaria de abordar, voltei ao formato anterior e estagnei!
Estagnar é mais comum do que se pensa, mas se realmente quero ter um blog com qualidade, tenho de ser mais empenhada e organizar-me de forma a manter-me inspirada tanto para escrever como para encontrar temas interessantes e com os quais me identifique.

Então pegando no facto de ter reorganizado o meu Feedly, dei por mim a ler o post "Como vou organizar o meu blog este ano" da Catarina do Daydreams, e segui os mesmos passos. Comprei um planner na Stradivarius porque realmente o preço e o planner sem datas compensa bastante - acho que tenho planner para os próximos 2 anos, pelo menos! -, e um conjunto de post-its de várias cores para poder distinguir a que categoria se destinam.
De seguida desliguei-me de tudo à minha volta, peguei no meu iPad e fui  à busca de inspiração e foco.

Agora que já sei o que quero fazer, já comecei por me dedicar ao conteúdo - a escrever e a estruturar posts futuros, criei To Do lists para outras ideias que foram e vão surgindo - e a seguir vou reformular o blog de forma a conseguir conciliar os vários temas de forma visível e que inspire os meus queridos leitores e leitoras.

Desejem-me sorte e se tiverem sugestões, estejam à vontade para deixar nos comentários! :)

Bolas Puzzle para levar!

Este foi um projecto que iniciei e vou fazendo sempre que tenho tempo livre e levo comigo para ir fazendo enquanto espero a minha vez no médico, ou nos correios, etc. Este é um projecto excelente para levar para todo o lado! Mais portátil que isto é impossível.

Estas bolas foram criadas em tecido para ajudar as crianças a estimularem os seus sentidos e movimentos, e são conhecidas por bolas Montessori, provenientes do método Montessori.
Fora essa pequena curiosidade, tive vontade de as fazer em crochê por ser uma forma de criar objectos simples mas aliados à utilidade, para além de que se pode jogar com cores, estimulando ainda mais os sentidos dos bebés e crianças.

Estas bolas requerem conhecimentos básicos de crochê: pontos baixos, aumentos e diminuições,.
A bola em si é composta por 3 anéis que se entrelaçam, formando a bola, e cada anel é constituído por 4 pequenas pirâmides triangulares - se é que poderam ser descritas desta forma - que ficam ligadas umas às outras.
Pode-se brincar com diferentes cores tanto para cada um dos anéis como até para cada pirâmide. Eu cá gosto de não ir além de 2 cores, à excepção das linhas multicolores em que a mistura é feita aleatoriamente e acabamos por criar efeitos interessantes, mesmo que inesperados.

Aqui vão algumas das bolas que fiz até agora. E poderão ver mais no portfólio aqui no blog!

DIY: Crochê, porquê?!

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Quando tinha cerca de 12 anos, a minha avó pôs na minha mão linha e uma agulha de crochê. Já não me lembro se foi porque eu ganhei curiosidade e pedi-lhe que me ensinasse, ou se foi o contrário. Mas realmente, é um pormenor que não faz me faz diferença alguma. O que interessa é que ela me ensinou uma arte que hoje em dia valorizo bastante e que me desafia a cada peça que tenho vontade de aprender a fazer.
A bem dizer, naquela altura o meu interesse por crochê desvaneceu-se e acabei por deixá-lo de lado durante anos a fio. Foi durante o meu mestrado que voltei a ganhar interesse e voltei cheia de vontade de fazer e aprender mais sobre o assunto. Tornei-me autodidacta e fui aprendendo através de artigos na internet e livros.

Há que ter em mente que não se aprende crochê do pé para a mão, e é preciso ter a paciência de fazer e desfazer o trabalho as vezes que forem necessárias até acertarmos com os pontos e os efeitos que queremos criar. Fora isso, há que também que ter em conta o gauge, a pressão que se dá na linha, para que o trabalho fique bem apertado quando assim o queremos ou mais solto quando lhe queremos dar elasticidade. (Também há outras formas de dar elasticidade aos trabalhos, mas vou deixar este assunto para outro post.)
Enfim, existem uns quantos elementos a ter em conta dependendo do trabalho que se quer realizar, mas também formos um pouco freestylers como eu fui no início, isso ajuda-nos a questionar técnicas, entendê-las melhor e a aperfeiçoá-las com a prática.

Por exemplo, quando eu voltei a trabalhar com crochê, nem me apercebi que estava a fazer os famosos amigurumi, nome japonês dado a bonecos feitos em crochê, especialmente trabalhados em espiral em vez de se trabalhar por carreiras/filas.

  • Porque é que voltei ao crochê nesta fase da minha vida?

Durante o meu mestrado de 2 anos, passava muitas horas sentada em frente ao computador. Para quem conhece o conceito de animação 3D sabe que só para criar uma curta-metragem num ano lectivo é muita coisa, por isso eu precisava de ter uma outra actividade que me permitisse ficar de olho no computador enquanto os renders se iam fazendo mas ao mesmo me afastasse de ecrãs. E assim foi.
Passava tempo a treinar os pontos e a pressão que lhes dava até ficarem todos nivelados e uniformes. Quando tinha mais tempo livre, lá me aventurava a experimentar um projecto de um livro.

Gradualmente, o crochê tornou-se e ainda é uma fonte de muitas coisas para mim: relaxainspiraestimula a criatividade, é uma forma de tornar o meu tempo livre produtivo ao mesmo tempo, e quem sabe mais tarde se torne numa fonte de rendimento. Este último é uma hipótese que estou a ponderar com calma e paciência.

Ainda não defini um estilo próprio, considero-me em fase de experimentação em que gosto de estar constantemente a testar novas técnicas, a criar projectos diferentes e a testar materiais. Penso que a um determinado momento vou-me dar conta de uma de ponto + material + técnica que goste ou me sinta bastante confortável a trabalhar e com que vou acabar por me dedicar inteiramente, acabando por fazer a minha própria linha de produtos.
Até lá podem ir seguindo o que tenho andado a fazer por estas bandas, e acompanhar o meu progresso nesta aventura que desafio a todos experimentar um dia. 

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