DIY: Crochê, porquê?!

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Quando tinha cerca de 12 anos, a minha avó pôs na minha mão linha e uma agulha de crochê. Já não me lembro se foi porque eu ganhei curiosidade e pedi-lhe que me ensinasse, ou se foi o contrário. Mas realmente, é um pormenor que não faz me faz diferença alguma. O que interessa é que ela me ensinou uma arte que hoje em dia valorizo bastante e que me desafia a cada peça que tenho vontade de aprender a fazer.
A bem dizer, naquela altura o meu interesse por crochê desvaneceu-se e acabei por deixá-lo de lado durante anos a fio. Foi durante o meu mestrado que voltei a ganhar interesse e voltei cheia de vontade de fazer e aprender mais sobre o assunto. Tornei-me autodidacta e fui aprendendo através de artigos na internet e livros.

Há que ter em mente que não se aprende crochê do pé para a mão, e é preciso ter a paciência de fazer e desfazer o trabalho as vezes que forem necessárias até acertarmos com os pontos e os efeitos que queremos criar. Fora isso, há que também que ter em conta o gauge, a pressão que se dá na linha, para que o trabalho fique bem apertado quando assim o queremos ou mais solto quando lhe queremos dar elasticidade. (Também há outras formas de dar elasticidade aos trabalhos, mas vou deixar este assunto para outro post.)
Enfim, existem uns quantos elementos a ter em conta dependendo do trabalho que se quer realizar, mas também formos um pouco freestylers como eu fui no início, isso ajuda-nos a questionar técnicas, entendê-las melhor e a aperfeiçoá-las com a prática.

Por exemplo, quando eu voltei a trabalhar com crochê, nem me apercebi que estava a fazer os famosos amigurumi, nome japonês dado a bonecos feitos em crochê, especialmente trabalhados em espiral em vez de se trabalhar por carreiras/filas.

  • Porque é que voltei ao crochê nesta fase da minha vida?

Durante o meu mestrado de 2 anos, passava muitas horas sentada em frente ao computador. Para quem conhece o conceito de animação 3D sabe que só para criar uma curta-metragem num ano lectivo é muita coisa, por isso eu precisava de ter uma outra actividade que me permitisse ficar de olho no computador enquanto os renders se iam fazendo mas ao mesmo me afastasse de ecrãs. E assim foi.
Passava tempo a treinar os pontos e a pressão que lhes dava até ficarem todos nivelados e uniformes. Quando tinha mais tempo livre, lá me aventurava a experimentar um projecto de um livro.

Gradualmente, o crochê tornou-se e ainda é uma fonte de muitas coisas para mim: relaxainspiraestimula a criatividade, é uma forma de tornar o meu tempo livre produtivo ao mesmo tempo, e quem sabe mais tarde se torne numa fonte de rendimento. Este último é uma hipótese que estou a ponderar com calma e paciência.

Ainda não defini um estilo próprio, considero-me em fase de experimentação em que gosto de estar constantemente a testar novas técnicas, a criar projectos diferentes e a testar materiais. Penso que a um determinado momento vou-me dar conta de uma de ponto + material + técnica que goste ou me sinta bastante confortável a trabalhar e com que vou acabar por me dedicar inteiramente, acabando por fazer a minha própria linha de produtos.
Até lá podem ir seguindo o que tenho andado a fazer por estas bandas, e acompanhar o meu progresso nesta aventura que desafio a todos experimentar um dia. 

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