Os meus livros de crochê: #2 Crochet Simples

Foi entre compras pela Fnac que encontrei este livro. Não estava particularmente à procura de nada, mas estava curiosa para saber se a Fnac tinha livros interessantes de artesanato e foi aí que dei de caras com o “Crochet Simples” da Erika Knight.

Peguei nele, sentei-me no chão de um corredor a folheá-lo e foi amor à primeira vista. Confesso que ainda não fiz nenhum projecto por estar atualmente focada no projecto da loja online, mas já tenho as linhas e os projectos escolhidos.

Sobre o livro… tal como o próprio título indica, Erika mostra o lado simples e básico de crochê, porque não há nada melhor do que ter boas bases de conhecimento acerca da arte para a sabermos dominar e posteriormente criar as nossas próprias peças do zero.

Cada projecto está identificado com um nível de dificuldade explicado logo nas páginas iniciais, e à medida que o vamos folheando vai-nos ensinando a escolher fios e cores, entender como cada um é classificado (espessuras) como também para que fins são mais utilizados. Mais à frente fala sobre o equipamento e utensílios usados, principalmente as agulhas e dos vários materiais de que podem ser feitas. - Eu apenas tenho agulhas de alumínio e com pegas de plástico ou borracha. Mas tenciono experimentar as de bamboo.

Umas páginas mais à frente e aprende-se a fazer o nó corredio, utilizado para se começar uma corrente e como segurar numa agulha, e por aí vai.

E sim, um ponto importante que eu descurava durante os primeiros tempos, a tensão dada ao fio controlando a forma como ele flui por entre os nosso dedos enquanto trabalhamos. Outras tantas páginas à frente e Erika ensina-nos outras tantas técnicas importantes que valem a pena serem lidas e testadas antes de nos aventurar-nos mais adiante. (ver índice nas imagens abaixo)

Ah! E não nos vamos esquecer de uma coisa fantástica deste livro, a biblioteca de pontos. Para quem já faz pesquisas no Pinterest já está familiarizado com este processo, mas para quem ainda não viu, a biblioteca de pontos não é nada mais que os quadradinhos de amostras (samples) de pontos, 10cm x 10cm. É uma forma maravilhosa de aprendermos tudo sobre um determinado ponto, desde a elasticidade do ponto, a textura e seus efeitos e entendermos para que tipo de trabalhos achamos que seja mais adequado. Ora vejam abaixo nas fotos uma amostra desta biblioteca. Vale muito a pena, e é um bom que se pode dar aos restos de linha que andam largados nas gavetas.

Enfim, todas os elementos mencionados acima são aplicados aos vários projectos do livro, onde aprendemos a fazer várias coisas para várias utilidades:

. Panos para a loiça

. almofadas

. capas para dispositivos

. mantas lenços e golas

. mitenes e pantufas… entre muito mais.

Ando doida para experimentar as pantufas, mas ainda não tive a oportunidade de compras as linhas recomendadas, mas vale bem a pena tentar. Ainda há pouco tempo estive a reorganizar as linhas todas que tenho em casa e encontrei 2 novelos mesclados em tons de cinza da Red Heart. Então, se encontrar algum projecto em que possa usar aquela linha e a agulha a combinar, podem ter a certeza que ainda vão ver aqui no blog o resultado final.

Os meus livros de crochê: #1 Molla Mills

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Não são muitos mas por enquanto são suficientes para as minhas aventuras, e cada um que escolho faço-o sempre com um propósito, não compro porque simplesmente achei bonito, porque se quero implementar o minimalismo no meu dia-a-dia, então devo ser cuidadosa com os livros que compro para não acabar por acumular livros que mal vou lhes dar atenção.
Apesar de ter aprendido a fazer crochê com a minha avó quando tinha 10 anos, eu nem sempre praticava a arte e com o tempo fui perdendo o interesse até há poucos anos atrás. Nesta altura eu já começava a pesquisar videos no Youtube e tentava interpretar esquemas/receitas sem ter a certeza de que a estava a interpretar correctamente, mas ainda assim não desistia. Desmanchava e voltava a fazer o trabalho até acertar ou ficar satisfeita com o resultado. Até hoje tenho dificuldade em seguir os esquemas/receitas em formato de gráfico. Não consigo! São demasiadas cruzinhas e risquinhos para conseguir acompanhar. Então arrumei esses livros.

Hoje tenho 3 que são aqueles a que recorro sempre que preciso, seja para aprender a criar as minhas próprias peças ou recriar as dos autores.
Há uma coisa que a maioria das pessoas faz, que é, saltar as páginas com texto e ir diretamente para as receitas. Errado! Desde que deixei de ser preguiçosa e passei a ler os textos introdutórios descobri uma série de dicas que são essenciais e muitas delas básicas, e acabei por pensar: “Andei aqui a matar-me par conseguir fazer as diminuições o mais invisível possível e afinal está aqui tudo!“. E quem diz diminuições também diz fechar o trabalho, mudar a cor da linha da forma mais subtil ou saber costurar as várias partes de um amigurumi sem fazer porcaria.
Enfim, tenho uma lista de tantos outros livros para comprar e experimentar, mas só o farei no dia em que tiver dado bom uso aos que já tenho. Por enquanto fiquei com o primeiro livro desta rubrica, que para muitos de vocês não é novidade alguma e todos adoram-na.

Modern Crochet - Molla Mills


Este livro foi das descobertas mais felizes que fiz deste admirável mundo do crochê. A Molla é uma mulher finlandesa espetacular, com um talento incrível e que trouxe um lado mais moderno, geométrico, minimalista e colorido. É impossível não se gostar dos trabalhos desta mulher com um estilo saído dos anos 50.

A Molla tem viajado pelo mundo fora combinando lazer com workshops criativos de invejar qualquer um (no bom sentido é claro!). Neste momento anda a passear pelo Brasil e tem feito visitas a várias fábricas de linhas e lãs, bem como algumas retrosarias/armarinhos onde dá workshops para quem a queira conhecer e aprender esta bela arte.

Site: mollamills.com

Site: mollamills.com

Instagram: @molla.mills

Instagram: @molla.mills

O Livro

O livro começa por nos apresentar aos vários tipos de material usados para os seus trabalhos. Desde os vários tipos de linhas, corda de algodão e trapilhos, passando pelas agulhas a furadores e outros materiais e utensílios necessários para fazer todos os trabalhos que constam do livro.
Quanto aos trabalhos em sim, há trabalhos para todos os gostos começando pela decoração de casa, bolsinhas, estojos, capas e capas de almofada. Dá para encher a casa de coisas bonitas sem parecer um exagero.
Eu já fiz 3 bolsas trabalhadas a duas cores, só me falta costurar os fechos e as alças. Em breve poderão vê-las no meu portfólio aqui.

Para as interessadas em comprar o livro, aqui vão os links úteis:
. versão portuguesa - wook.pt
. versão inglesa - Book Depository

#1 Wishlist da crocheteira

Como qualquer crocheteira viciada e sempre atualizada na matéria, tenho estado de olho em alguns novos materiais que quero muito testar fora os projectos que quero fazer com algumas linhas. Para não acabar por acumular um monte de tralha e demorar um século a usar tudo, decidi meter os travões e controlar a vontade, e para tal efeito achei por bem fazer uma lista e ir priorizando as vontades conforme as necessidades.

Sem mais demoras, aqui vai a wishlist!

  1. O mais recente livro da Molla Mills em inglês: Virkkuri 4

  2. Cones de linha Liina e Molla (100% algodão) também da Molla Mills

  3. Uma yarn bowl, tigela para o novelo, como esta, esta ou melhor ainda esta!

  4. Encontrar uma loja online onde possa fazer todas as minhas compras para fazer o meu crochê (talvez venha a ser a Lola Botona)

  5. A coleção de agulhas de crochê Amour da marca Clover

  6. Kit de linhas para começar a fazer os amigurumi do livro El Mundo de Pica Pau

Vou atualizando esta lista à medida que me forem surgindo mais ideias loucas nesta cabecinha.
E vocês também uma lista destas ou identificam-se com algum da lista?

Material & o que aprendi ao longo de várias compras

Posso começar por vos contar que encontrar material de crochê foi dos meus maiores desafios. Perfeccionista como tenho a tendência para ser, sempre achei que tinha de começar logo desde o início com a agulha certa para a linha adequada para o trabalho a fazer. Tinha uma vaga ideia de que existia um elemento chamado tensão e de como isso afetava a regularidade dos pontos; porque ainda me lembro bem de quando a minha avó me ensinou a fazer crochê. Fiz um quadrado de pontos baixos e outro de pontos altos, e de um para o outro notei a evolução mas ainda assim dava para ver como cada carreira era irregular, aos altos e baixos que mais pareciam aos zigue zagues. Eu ainda era uma criança e nessa altura perdi a paciência par aquilo e encostei as agulhas a um canto.

Hoje tenho-me sentido cada vez mais confortável com o material que uso, e acima de tudo, tenho mais paciência para fazer testes (aqueles quadradinhos de amostra) antes de começar um projeto grande ou que seja dispendioso quer em termos de tempo e/ou dinheiro.

Atualmente ainda recorro e penso que recorrerei sempre a pesquisas de mercado até encontrar as lojas que me agradem, porque afinal de contas eu não uso só agulhas e linha. Há alças e fechos de vários tipos para aplicar em alguns dos meus trabalhos ou de projectos de livros que tenho vindo a comprar.

Neste momento recorro a duas lojas para compra de linhas. Uma loja online do Reino Unido chamada Wool Warehouse e uma loja que vende de tudo um pouco, incluindo novelos de algodão de marca portuguesa. Entretanto, descobri uma retrosaria (armarinho para os brasileiros) perto de minha casa que, pelo que pude ver de passagem, as paredes são revestidas de estantes recheadas de novelos atrás de novelos bem coloridos. - Quando lá for eu conto-vos como foi a experiência!

Também há outra bem aqui ao lado de casa bastante completa em termos de variedade de materiais de retrosaria/armarinho: tecidos, tricotin, alças, fechos à medida, material para bordado, ponto-cruz entre muitos outros. Ainda assim há um factor que me preocupa imenso que é a ruptura de stock, porque pode acontecer ficar sem linha durante um trabalho e eles já não terem mais na loja. (Já me aconteceu e não foi nada agradável!)

Por esta mesma razão é que optei por recorrer a lojas online que garantem quase sempre o stock e quando há a possibilidade de ruptura, eles deixam um aviso na página do produto, não é um alívio para todas nós?! Para mim, sem dúvida que é.

Mas ainda assim não é fácil comprar online, porque apesar da loja ter o cuidado de colocar fotografias o mais fieis possível do produto original, há sempre uma ligeira discrepância na cor. É um risco que se corre, mas acredito que é um risco menor porque a diferença não é assim muita; mas pode sim haver ligeiras variações entre lotes. Por exemplo, eu tenho comprado à medida que vou fazendo a linha de algodão Drops Paris em 3 tons de azul e já me aconteceu de chegar ao site e ter um aviso de que o lote de cor que comprei já ter esgotado e ter de comprar de um lote novo. Isto é bastante atencioso da parte deles para com os clientes, como também é o tal aviso de que a cor pode vir com uma ligeira a insignificante variação. Ora vejam o exemplo abaixo.

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A espessura da linha é, afinal de contas, o elemento que ajuda a determinar as dimensões do trabalho e as agulhas que devemos usar.

Admito que é neste passo que mais tenho medo de fazer porcaria, mas graças a excelentes dicas partilhadas em alguns livros de crochê que tenho, passei a entender melhor como escolher a espessura da linha ou da agulha dependendo do tipo de trabalho que vou fazer. isto porque envolve o famoso gauge (tensão da linha). Basicamente, para trabalhos que precisem de manter a sua forma como os amigurumi e algumas bolsas com formas específicas, há que apertar mais o ponto para enrijecer o formato final; enquanto que para vestuário já queremos peças mais maleáveis, elásticas e suaves.

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Dica para bolsas com formato: se não têm a certeza de que material de linha devem comprar, optem por uma que seja pelo menos 50% acrílico para que a bolsa não comece a ficar deformada com o uso e o peso. Para vos dar o exemplo, aqui está a etiqueta da linha Drops que usei para fazer uma bolsa com base no livro “Modern Crochet” da Molla Mills.

Na hora da compra…

… muitos sites aplicam um valor fixo para os portes de envio consoante a quantidade e/ou peso da encomenda. Isto quer dizer que muitas vezes este processo só é vantajoso quando compramos em grandes quantidades, e como eu não tenho (ainda) um suporte financeiro para fazer compras de grande valor, tento pelo menos equilibrar este tipo de despesas criando um valor mínimo de compra para compensar os gastos de portes.

Muitas das lojas, britânicas principalmente, cobram um mínimo de €5. E uma dica que vos posso deixar aqui é, fiquem de olho das promoções porque pode-se vir a poupar bastante ou então oferecem os malditos portes.
Para se ficar atento às promoções não há nada melhor do que subscrever às newsletters. Podem acabar com um monte de publicidade no email, mas acredito que com paciência se consiga pescar umas boas promoções de vez em quando.

Estas são as dicas e a experiência que tenho tido até hoje com compra de material online. Se me lembrar de mais alguma coisa eu farei um outro post para dar continuidade ao assunto, visto que durante as minhas pesquisas vou sempre encontrando outras lojas e conhecendo novas linhas.
Eu gosto de partilhar estas pequenas coisas da vida de uma crocheteira porque sei que há mais gente a passar por esta situação ou que se está a iniciar, e nada me agrada mais do que ver cada vez mais gente a voltar ao bom e saudável hábito-vício-exercício-obsessão que é o crochê!